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Portão

O que acontece entre submeter uma versão do agente e ela entrar em produção, os quatro desfechos possíveis, e por que uma reprovação é um bom dia.

Publicar um agente é submeter uma versão a um portão, e ela só entra em produção se o portão aprovar. É aqui que a plataforma faz a promessa que justifica todo o resto: uma regressão conhecida não chega aos seus clientes.

O que acontece ao submeter

A versão é congelada primeiro, então a partir dali editar a cópia de trabalho não altera o que está sendo avaliado. Os cenários marcados como portão são executados contra essa versão congelada, e a tentativa é encerrada com um veredito que libera ou não a entrada em produção.

Enquanto isso corre, a operação segue na versão que já estava no ar. Não existe janela em que o agente esteja fora, e não existe estado intermediário em que metade da mudança valha.

Os quatro desfechos

VereditoO que houveVai ao ar
Aprovadotodo cenário de portão passousim
Ignoradonão havia cenário de portão para avaliarsim
Bloqueadoao menos um cenário de portão falhounão
Incompletoa avaliação não pôde ser concluídanão

Ignorado vai ao ar de propósito. Um portão sem cenário nenhum não tem o que conferir, e isso é diferente de uma recusa: a plataforma não inventa uma reprovação a partir da ausência de régua. Mas ela registra que não havia régua, e esse registro é uma informação sobre você e não sobre o agente.

Bloqueado é um sucesso do processo. A avaliação rodou e produziu um "não", que é exatamente o trabalho que ela existe para fazer. O veredito nomeia qual cenário falhou, em qual repetição e o que apareceu no lugar do esperado, então você sai do bloqueio com um diagnóstico e não com uma frustração.

Submissões que se cruzam

Submeter de novo enquanto uma tentativa está em curso substitui a anterior, que é encerrada como superada sem liberar nada. Cancelar tem o mesmo efeito, por decisão sua.

Só uma tentativa por agente vale por vez, e é sempre a mais recente. É o que impede duas avaliações concorrentes de mandarem versões diferentes para produção.

Por que o portão existe

Toda alteração em um agente é uma regressão em potencial, e o problema é que as regressões mais caras são invisíveis no lugar onde você está olhando. Uma instrução nova melhora um caso e degrada três. Um procedimento republicado muda um ramo que ninguém revisitou desde que foi desenhado. Um modelo mais rápido perde uma extração que o anterior acertava.

Nada disso aparece em um teste manual de dois exemplos, porque os dois exemplos que você lembra de testar são justamente os que você tinha em mente ao fazer a mudança. Aparece em cenários declarados, executados a cada submissão, contra a composição inteira e não contra a peça que você editou.

E vale notar o que isso muda na prática de um time. Sem portão, a confiança em uma publicação é proporcional à cautela de quem publicou, o que faz todo mundo publicar menos e em lotes maiores, que é precisamente o que torna cada publicação mais arriscada. Com portão, a evidência é a mesma independentemente de quem submeteu, de que horas são e de quanta pressa havia.

Aptidão para produção se demonstra por evidência, nunca se presume pela implementação.