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Cenário

A declaração do que se espera de um agente em uma situação, e por que essa régua precisa existir antes da medição e não depois dela.

Um cenário declara uma situação e o que deve acontecer nela. É a régua contra a qual o agente é medido, e ela existe antes da medição, nunca depois.

Essa ordem não é formalidade. Uma régua escrita depois de ver o resultado descreve o comportamento observado em vez de julgá-lo, e um agente aprovado por uma régua assim está aprovado por si mesmo.

O que um cenário declara

ParteO que é
Entradasas formas equivalentes de dizer a mesma coisa
Expectativaso que tem de ser verdade quando o turno terminar
Repetiçõesquantas vezes a situação é executada, três por padrão
Orçamentoo teto de inferências e de voltas que ela pode consumir
Portãose este cenário barra uma publicação

As entradas são o único instrumento que mede compreensão. A mesma intenção escrita de jeitos diferentes tem de levar à mesma decisão, e um agente que acerta com uma frase e erra com a equivalente não entendeu: ele decorou.

As repetições existem porque o modelo é probabilístico, e uma execução que passou não é evidência de frequência, apenas evidência de que o caminho está de pé. Três é o padrão porque é o menor número que já mostra dispersão.

O orçamento é opcional nos dois eixos, e um cenário que não declara nenhum teto é medido só por competência. Um teto que ninguém escreveu não vale como teto de zero.

O portão também é opt-in, de modo que um cenário nasce medindo sem barrar. Você promove a portão aquilo que não pode regredir, o que mantém a régua de bloqueio pequena e significativa em vez de fazer toda expectativa nova virar um obstáculo à publicação.

As expectativas

Uma expectativa afirma o estado do mundo ao fim do turno e não o caminho até ele, então o agente pode chegar lá como quiser. São nove:

ExpectativaAfirma que
Respostahouve, ou não houve, uma fala ao contato
Trabalhoo trabalho ficou aberto, ou fechado
Procedimentoum procedimento nomeado terminou em determinado estado, ou não rodou
Coletadoum campo do procedimento recebeu determinado valor
Follow-upum retorno foi agendado contra o silêncio
Retomadao turno veio de um retorno agendado
Transferênciaa conversa foi entregue a uma pessoa
Embasamentoa fala se apoiou em uma fonte nomeada
Proibiçãoum recurso não foi tocado, nenhuma vez

Quatro delas merecem uma palavra a mais.

Embasamento julga de onde a afirmação veio e não como ela foi escrita, então qualquer redação que leia a mesma fonte passa. O que está sendo medido é a origem do fato, e medir estilo seria transformar cada ajuste de texto em uma falsa regressão.

Coletado compara o valor pelo tipo que você declarou no campo, e não por igualdade bruta, o que evita que um cenário reprove porque o número veio como texto. Campos de lista ficam de fora, porque comparar listas coloca ordem contra conjunto e nenhuma das duas leituras é obviamente a certa.

Procedimento aceita, além dos estados de execução, a ausência: declarar que um procedimento nomeado não rodou é a única forma de proibir um processo específico sem proibir todos.

Proibição só existe sobre atos que deixam consequência. Proibir uma leitura seria proibir raciocínio, e o que vale declarar é que a etapa que cobra, emite ou envia não foi executada. Não existe o inverso, porque exigir um ato seria prescrever o caminho, e o cenário julga o resultado.

Onde se declara um cenário

Pelo seu Assistant, via MCP, e o caminho natural é o inverso do que parece. Você conversa com o agente até encontrar o comportamento que quer fixar e transforma aquele turno em cenário, com a situação de partida e a conversa que a produziu já dentro dele.

A situação já existia, e o cenário apenas a torna repetível. Cenários nascem melhores assim do que imaginados no vazio, porque um comportamento observado carrega as particularidades que ninguém teria pensado em escrever.